H-FORMA

(2004)

As H-formas são peças extraídas da simbologia gráfica dos povos primitivos que corresponde as primeiras tentativas de representação humana. Estas formas seguem o mesmo principio fractal de dimensão fracionária e dinâmica caótica, formando uma estrutura complexa através do encaixe por sobreposição. Estas formas além de baseadas na pintura rupestre relacionam-se também com as figuras acocoradas encontradas nas culturas de diversos povos pelo processo de difusionismo, e as figuras de joelhos flexionados, produtos resultante deste desenvolvimento, sendo, desta forma, a representação da evolução do homem no seu crescimento a maturidade: a forma ereta.

 

Símbolos que se prestam a noção de interdependência entre os elementos circundantes da natureza e do universo e o elemento humano (H-formas) na busca do rompimento da individualidade de modo a promover o dialogo na construção da totalidade, conceitos tão discutidos na contemporaneidade com o advento da “globalização” e da ciência holística.

 

As formulações que sistematizaram tanto as H-formas partiram desde pesquisas sobre a teoria dos fractais até a arte primitiva, buscando a compreensão do símbolo, suas interfaces e a ressignificação dos elementos constitutivos.  

 

Decidi por pesquisar estas “formas” justamente por remontar a gênese da criação humana, que multiplica com a técnica da cerâmica, toda expressão do seu conteúdo. Deste modo a importância deste projeto reside em seus próprios questionamentos que respiram nas formas elaboradas como vestígios da impermanência do tempo na atividade criadora, uma vez que não há leis que a definam. Estes conteúdos implícitos refletem também sobre a impossibilidade da individualidade contemporânea e a construção do Eu, da mesma forma que possibilitam infinitas de conexões e expansões que não se regulam por leis, apenas pelo próprio ato (conectar = unir = juntar) que a define.

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